Os vice-presidentes do Interior reunidos em SP

Proempi participa da reunião dos vice-presidentes do interior, no Secovi SP

Reunião aconteceu na sede do Secovi SP

Reunião aconteceu na sede do Secovi SP

O presidente da Proempi, Walter da Costa e Silva Filho, e o diretor regional, Ricardo Benassi, participaram dia 22 de maio da Reunião de Vice-Presidentes do Interior, que ocorreu na sede do Secovi SP.

Durante o encontro, muitos assuntos foram debatidos, informações e orientações sobre a convenção coletiva e planejamento dos encontros de mercado, que acontecem, anualmente. “Em Jundiaí, ficou definido que o encontro será dia 25 de novembro, quando apresentaremos os números do mercado imobiliário de 2019, comparativo aos anos anteriores”, explicou o presidente da Proempi.

A advogada Karina Negreli, do departamento Jurídico do Secovi SP, explicou alguns pontos das negociações coletivas. “Temos 20 possíveis convenções coletivas de trabalho
para reajuste de salário em toda a base de representação do Secovi e em todos os
segmentos do mercado imobiliário. Neste ano, as cláusulas que venceram em 30/4 e estão em negociação são de cunho econômico, ou seja, reajuste salarial, pisos, benefício de alimentação e foi
introduzida na Convenção uma verba ao trabalhador intermitente, devido a Reforma
Trabalhista”, orientou, agradecendo aos representantes de Jundiaí, em especial aos senhores Galvão e Luiz Henrique que ajudaram bastante na última reunião.

Hubert Gebara queassumiu a vice-presidência de Administração Imobiliária e Condomínios do Secovi, fez um breve relato sobre a sua larga experiência no mercado imobiliário, em especial na área de administração de condomínios. Ele falou também sobre a criação de alguns sindicatos, entre eles o Sindicond que detém, hoje, a representação dos condomínios que era do Secovi-SP. “Nos dias 9 e 10 de outubro, vamos promover o Enacon, maior evento da área de administração de condomínios: todos estão convidados a participar”, anunciou.

O coordenador da reunião e vice-presidente do Interior, Frederico Marcondes Cesar, explicou que o Secovi está focado, politicamente, na aprovação da Previdência para o bem do país. “Participamos de algumas ações, entre elas da Reforma Trabalhista, da terceirização, da tentativa de aprovação da Previdência em 2018”, comentou, destacando, com relação ao setor, a Lei de Procedimentos para Licenciamento Ambiental. “É do interesse do setor conseguir aprovação dessa lei, assim conseguiremos diminuir, um pouco, a morosidade na aprovação de licenciamentos”, completou.

Presidente do Bradesco Walter e Ricardo participaram também da reunião com empresários do setor imobiliário e associados ao Secovi SP, com Octávio de Lazari, presidente de um dos maiores conglomerados financeiros do mundo, o Bradesco. “É possível ao Brasil crescer mais e estar em um lugar diferente de onde estamos”, disse. “Não precisa ser em ritmo chinês, de mais de 10% ao ano. Se crescermos entre 3% e 4% ao ano, mas de forma prolongada, o resultado já será espetacular”, complementou o executivo.

Para superar esse desafio, Lazari listou uma série de medidas a serem adotadas pelo governo. A principal delas é a aprovação da reforma da Previdência. “E não adianta uma reforma que economize R$ 600 bilhões em dez anos. Se isso acontecer, em cinco anos precisaremos voltar todos às mesas de negociações, o que vai ser muito ruim”, frisou, chamando a atenção para a necessidade de a solução ser aplicada “de uma vez só” – ou seja, economizar R$ 1 tri em dez anos.

Crédito – “Em 2018, o Bradesco foi o banco que mais concedeu financiamentos imobiliários. Foram R$ 15 bilhões de crédito, contra R$ 13 bilhões da Caixa Econômica Federal”, ressaltou Basilio Jafet.

Lazari disse que crédito imobiliário é um dos quatro principais produtos de financiamentos do banco. “Hoje, desembolsamos cerca de R$ 1 bilhão por mês de financiamentos a imóveis para pessoa física. É uma carteira que fideliza o cliente, além de ter um nível de inadimplência muito baixo”, sustentou.

O executivo vê enorme potencial para o crédito imobiliário crescer no Brasil, onde a participação em relação ao PIB é de apenas 9%. “Imagina se tivéssemos o mesmo nível do financiamentos do Chile, que é de 20% em relação ao PIB.”

Lazari disse, inclusive, que, obedecendo a uma série de critérios do Bradesco, o repasse de alguns financiamentos estão sendo feitos até mesmo com imóveis na planta.