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Aumenta número de ações judiciais por falta de pagamento

Quadratti é vice-presidente de Administração e Comercialização Imobiliária da Proempi

Quadratti é vice-presidente de Administração e Comercialização Imobiliária da Proempi00

O número de ações de cobrança por falta de pagamento da taxa de condomínio aumentou 162,2% em 2017, na cidade de São Paulo, de acordo com levantamento do Departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP (Sindicato da Habitação). Foram ajuizados 13.399 processos no ano passado contra 5.111 em 2016. Em Jundiaí, não há números específicos, mas, segundo a Proempi, a cidade segue a tendência da capital.

Somente em um escritório da cidade especializado em cobrança de taxas de condomínios o crescimento foi de 150% no ano passado em comparação a 2016. “A inadimplência como um todo aumentou bastante”, analisa o vice-presidente da área de Administração e Comércio Imobiliário da Proempi, Carlos Eduardo Quadratti.

Segundo ele, a principal causa da inadimplência é o desemprego. “Esse é o argumento que temos ouvido da maioria dos inadimplentes”, afirma. Outro fator que tem contribuído é a redução da multa por atraso, de 20% para 2%. “Com isso, aquele condômino que está apertado acaba priorizando pagar outras dívidas com juros mais altos, como o cartão de crédito, e deixa o condomínio para depois.”

Para tentar reduzir esses números, Quadratti afirma que a entidade tem orientado os síndicos a acompanharem de perto as contas do condomínio. “É importante não deixar a dívida crescer, conversar com o condômino que está devendo, cobrar logo a dívida, para que não fique impagável”, orienta. Além disso, outra orientação é flexibilizar os acordos, dando prazo maior para o pagamento. “No geral a gente sente que as pessoas querem pagar, mas estão com dificuldades financeiras.”

Gestor geral de uma administradora de condomínios de Jundiaí, Eduardo Padredi também destaca a redução da multa como um dos fatores pela inadimplência. “O condomínio acaba ficando por último na hora de pagar as dívidas”, diz. “Com o novo código civil hoje é possível cobrar honorários de advogados e correção monetária nos boletos. Isso aumenta a dívida de quem está inadimplente e o pessoal está começando a repensar se vale apena ficar devendo”, completa.

Fonte: Jornal de Jundiaí