Jundiaí vive reflexo de triplo acontecimento benéfico para o setor imobiliário

Eli Gonçalves é especialista em inteligência de mercado

Eli é vice-presidente da Proempi

O Copom (Comitê de Política Monetária) anunciou na quarta-feira a redução de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic, reduzindo-a de 5,5% para 5% ao ano, o menor patamar da história. Mas Jundiaí, em particular, está vivendo esta semana um triplo acontecimento benéfico para o setor imobiliário, de acordo com Eli Gonçalves, vice-presidente de Marketing e Inteligência de Mercado.

“A aprovação na Câmara dos Vereadores do novo Plano Diretor da cidade, a redução da taxa de juros, a Selic para 5% ao ano e a redução da Caixa dos juros de financiamento imobiliário ao patamar de 6,75% ao ano são três acontecimentos que promovem sinergicamente um estímulo tanto ao empresário como ao comprador de imóveis, pois, a partir de agora, graças ao novo Plano Diretor, Jundiaí poderá receber novos empreendimentos com mais diversidade tanto em perfis sociais como em regiões da cidade – mantendo salvaguarda às questões ambientais e valorizando os locais de maior importância em mobilidade urbana”, explicou.

De acordo com Eli, num contexto macro, nesta década, o Brasil nunca viveu um momento que integrasse tão bem SELIC baixa, preços baixos nos imóveis e taxas baixas nos financiamentos imobiliários. “A redução contínua da Taxa Selic deixa menos atraente os títulos públicos e estimula os bancos a direcionarem seu próprio dinheiro para empréstimos a juros mais baixos”, explicou, destacando que o mesmo acontece com o perfil investidor, que volta a buscar no imobiliário uma forma de melhor rentabilizar os seus recursos.

Já na política econômica do governo federal, o vice-presidente da Proempi, explica que a Caixa vem sinalizando que vai reduzir os juros dos financiamentos imobiliários sempre que ocorrer redução da Selic. “E os bancos privados são forçados a acompanhar o movimento da Caixa, que detém a maior participação em empréstimo imobiliário”, ressaltou, reforçando que hoje, o comprador encontra-se num especial momento para voltar a adquirir imóveis, restando apenas que a economia brasileira devolva ao trabalhador um pouco mais de confiança quanto à sua empregabilidade.